Concurso Extraordinário de Apoio a Espetáculos de Teatro e Dança decorre até 20 de julho

O Concurso Extraordinário de Apoio a Espetáculos de Teatro e Dança, através do qual se apoia a produção e apresentação pública de projetos nos domínios do teatro, da dança e dos cruzamentos disciplinares, deve-se a circunstâncias excecionais, que permitiram ao Conselho de Administração da Fundação GDA deliberar a sua abertura.

Dotado com um montante €150.000,00 (cento e cinquenta mil euros) para distribuir entre os projetos selecionados, este concurso extraordinário tem, tal como os programas de apoio regulares para esta áreas, como objetivo a promoção de oportunidades para o desenvolvimento da atividade profissional dos atores e dos bailarinos, além de dinamizar a oferta e a diversidade criativa nestas áreas aos públicos nacionais, prestigiando a carreira profissional dos artistas.

Esta fase excecional de candidaturas decorrerá de 2 a 20 de julho, estando o valor máximo de apoio a atribuir por projeto fixado nos €7.500,00 (sete mil e quinhentos euros) para um mínimo de 20 apoios, cujos espetáculos deverão ser estreados entre 20 de setembro de 2018 e 20 de setembro de 2019.

Excecionalmente, serão admitidas a este concurso as candidaturas que não tenham sido apoiadas no concurso anterior.

Os apoios financeiros a atribuir deverão ser preferencialmente canalizados para a comparticipação nas despesas ou encargos dos projetos dos artistas intérpretes ou executantes, nomeadamente com cachets, viagens, estadias, alimentação ou transportes, excluindo-se, por conseguinte, candidaturas que visem a obtenção de financiamento integral.

A submissão de candidaturas decorrerá no Portal do Artista, aconselhando-se, no entanto, a leitura antecipada do Regulamento Geral de Apoios para 2018, bem como o Aviso de Abertura e o Regulamento Específico de Apoio a Espetáculos de Teatro e Dança.

 

© Imagem do projeto TABACARIA | ÓPERA DE CÂMARA a partir de Álvaro de Campos / Fernando Pessoa, da Inestética Companhia Teatral, apoiado no âmbito do Concurso de Apoio a Espetáculos de Teatro e Dança 2017.

Santarém é a próxima paragem do rastreio da voz

A próxima etapa do Rastreio Nacional da Voz Artística será na cidade de Santarém, nos próximos dias 20 e 21 de junho. Este rastreio resulta de uma iniciativa da GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas (a entidade que em Portugal gere os direitos de propriedade intelectual de músicos, atores e bailarinos) em parceria com o Ministério da Saúde e o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, cuja Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz se tem distinguido como o principal ponto do Serviço Nacional de Saúde onde são prestados cuidados de saúde diferenciados na área da voz a artistas portugueses.

Dirigido à comunidade artística do distrito, mas aberto a toda a população – terá lugar nas próximas quarta e quinta-feira, dias 20 e 21 de junho, na Unidade de Saúde Familiar (USF) São Domingos (Rua Comendador Ladislau Teles Botas 5, 2005-257, Santarém).

No primeiro dia (20), o rastreio decorrerá entre das 9:30 às 12:00 e das 15:00 às 18:00. No dia seguinte, o rastreio começa às 9:00, mantendo-se os horários iguais aos da véspera.

A população poderá inscrever-se nessa USF, ao passo que os artistas deverão fazê-lo diretamente através do site da Fundação GDA. Quem passar por lá e tiver vaga, também será atendido.

“Este rastreio nacional é uma forma de chamar a atenção dos cantores e dos atores portugueses para os cuidados regulares que devem ter com o seu aparelho vocal: a exigência permanente a que a voz profissional está sujeita desenvolve algumas patologias que, se não forem detetadas cedo e corrigidas, comprometem a prazo a qualidade do desempenho artístico”, afirma Clara Capucho, a cirurgiã otorrinolaringologista responsável pelo rastreio da GDA.

“Para além de cantores e atores, é crucial para a saúde vocal dos portugueses que todas as pessoas, regularmente, façam um exame às suas cordas vocais. É isso que permite fazer o diagnóstico precoce de várias doenças, entre as quais o cancro da laringe”, afirma Clara Capucho. “Há muitos profissionais da voz como professores, jornalistas, advogados, políticos ou padres, entre muitos outros, que têm todo o interesse em verificar a saúde do seu aparelho vocal”.

“A Fundação GDA tem sido uma das organizações que, em Portugal, mais consistentemente tem promovido uma cultura de saúde da voz”, afirma por seu turno Luís Sampaio, vice-presidente da GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas, que acompanha o rastreio. “Para além das estruturas de prevenção e diagnóstico precoce que temos dinamizado, a GDA tem tido igualmente um papel importante no apoio e acompanhamento de casos críticos graves de alguns artistas”.

O Rastreio Nacional da Voz Artística – anunciado no Dia Mundial da Voz de 2017 e que fez o balanço do seu primeiro ano no Dia Mundial da Voz de 2018 – percorrerá todos os distritos e regiões autónomas, assegurando desta forma a possibilidade de se fazer o diagnóstico precoce de várias doenças típicas dos profissionais da voz. Serão muitas centenas de exames em cidades e regiões onde, até à data, os artistas lá residentes não tinham acesso a eles. Antes de Santarém, o rastreio já passou pelo Hospital Egas Moniz, em Lisboa, e por centros de saúde dos distritos de Vila Real, Bragança, Beja, Portalegre, Faro, Évora e Setúbal.

Próxima etapa do Rastreio Nacional da Voz: Setúbal

O Rastreio Nacional da Voz Artística terá a sua próxima etapa na cidade de Setúbal. Este rastreio resulta de uma iniciativa da GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas (a entidade que em Portugal gere os direitos de propriedade intelectual de músicos, atores e bailarinos) em parceria com o Ministério da Saúde e o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, cuja Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz se tem distinguido como o principal ponto do Serviço Nacional de Saúde onde são prestados cuidados de saúde diferenciados na área da voz a artistas portugueses.

Este rastreio – dirigido à comunidade artística do distrito, mas aberto a toda a população – terá lugar em Setúbal, na Unidade de Saúde Familiar (USF) de São Filipe (Rua Batalha do Viso, nº 46), nas próximas terça e quarta-feira, dia 29 e 30 de maio entre as 9:00 e as 18:00. A população poderá inscrever-se nessa USF e os artistas poderão fazê-lo também, preenchendo um formulário online (clique aqui para lhe aceder). Quem passar por lá e tiver vaga, também será atendido.

A manhã de dia 29, terça-feira, contará com a presença de artistas que residem no distrito, como os irmãos Nélson e Sérgio Rosado (Os Anjos) ou Anabela, vencedora do Festival da Canção e que voltou a estar na final desta edição de 2018 – entre outros músicos e atores.  Depois, ao longo dos dois dias, artistas como Pedro Galhoz (Pedro e os Lobos), também irão fazer o seu rastreio de voz à USF de São Filipe.

“Este rastreio nacional é uma forma de chamar a atenção dos cantores e dos atores portugueses para os cuidados regulares que devem ter com o seu aparelho vocal: a exigência permanente a que a voz profissional está sujeita desenvolve algumas patologias que, se não forem detetadas cedo e corrigidas, comprometem a prazo a qualidade do desempenho artístico”, afirma Clara Capucho, a cirurgiã otorrinolaringologista responsável pelo rastreio da GDA.

“A Fundação GDA tem sido uma das organizações que, em Portugal, mais consistentemente tem promovido uma cultura de saúde da voz”, afirma por seu turno Luís Sampaio, vice-presidente da GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas, que acompanha o rastreio. “Para além das estruturas de prevenção e diagnóstico precoce que temos dinamizado, a GDA tem tido igualmente um papel importante no apoio e acompanhamento de casos críticos graves de alguns artistas”.

O Rastreio Nacional da Voz Artística – anunciado no Dia Mundial da Voz de 2017 e que fez o balanço do seu primeiro ano no Dia Mundial da Voz de 2018 – percorrerá todos os distritos e regiões autónomas, assegurando desta forma a possibilidade de se fazer o diagnóstico precoce de várias doenças típicas dos profissionais da voz. Serão muitas centenas de exames em cidades e regiões onde, até à data, os artistas lá residentes não tinham acesso a eles. Antes de Setúbal, o rastreio já passou pelo Hospital Egas Moniz, em Lisboa, e por centros de saúde dos distritos de Vila Real, Bragança, Beja, Portalegre, Faro e Évora.

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Mais Mulheres do que homens nos rastreios da voz

A GDA e a Fundação GDA assinalaram, esta segunda-feira, 16 de abril, o dia Mundial da Voz com mais uma etapa no Rastreio Nacional da Voz, realizado na Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz, e com o anúncio público de uma parceria com a Direção-Geral das Artes (DGArtes), que visa criar rastreios específicos para artistas em estruturas de produção artística espalhadas pelo País. Ficou-se também a saber, pela, responsável clínica dos rastreios que, entre os artistas, as mulheres estão mais presentes nos rastreios que os homens.

Durante a manhã, na Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz, mais de duas dezenas de pessoas participaram no Rastreio Nacional da Voz. À tarde, no edifício-sede da GDA e da Fundação GDA, assinalou-se o dia com uma cerimónia em que foi anunciado publicamente um protocolo entre a Fundação e a DGArtes.

A intenção desta parceria é, mal o Rastreio Nacional da Voz, atualmente em curso, tenha percorrido todas as capitais de distrito, ampliá-lo a ações específicas dirigidas a organizações artísticas locais espalhadas pelo país.

A GDA organizará esses rastreios junto das estruturas de produção artística regionais, contribuindo a DGArtes com uma colaboração institucional, para os levar, através das Direções Regionais de Cultura, às companhias de teatro, grupos musicais e de canto, bandas e orquestras.

Tendo como responsável clínica a otorrinolaringologista Clara Capucho, coordenadora da Unidade de Voz do Egas Moniz, o Rastreio Nacional da Voz, em curso desde o ano passado, já passou por Lisboa, Vila Real, Bragança, Beja, Portalegre, Faro e Évora, devendo chegar até ao próximo ano às restantes capitais de distrito.

A iniciativa resulta de uma parceria entre a GDA, o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (no qual está integrado o Hospital Egas Moniz) e o Ministério da Saúde à qual agora se associa a DGArtes.

“Esta parceria entre instituições como a GDA, hospitais e o Ministério da Saúde corresponde ao modelo de intersetorialidade que estamos empenhados em desenvolver”, afirmou a diretora-geral das Artes, Paula Varanda, durante a cerimónia de apresentação.

“Para a Direção-Geral das Artes, que trabalha muito diretamente com as comunidades das artes, é um privilégio poder colaborar numa iniciativa como este rastreio, o qual é dirigido, não só ao bem-estar pessoal de cada artista, mas também à qualidade global da sua atividade”, considerou.

Também presente na cerimónia esteve a presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Rita Perez Fernandez da Silva. “Continua a valer a pena investir neste projeto. Estes projetos são a alma do centro hospitalar”, disse a responsável.

Clara Capucho, coordenadora da Unidade de Voz do Egas Moniz e sob cuja direção clínica decorrem os rastreios, trouxe à sessão alguns dados. “São sobretudo as artistas, as mulheres, que têm feito o rastreio pelos distritos onde temos passado”, afirmou Clara Capucho, a quem se pode atribuir a autoria do projeto de rastreio dirigido à população em geral e especificamente aos artistas.

A recém-doutorada otorrinolaringologista avançou também que o refluxo gastroesofágico foi a principal patologia encontrada tanto no seio da população em geral como na comunidade artística.

É, porém, no capítulo dos nódulos vocais que mais se percebem as diferenças: “Além do refluxo, há patologias como os nódulos nas cordas vocais, que são utilizados por alguns artistas como uma especificidade do seu timbre vocal, ao passo outras pessoas, como os professores, são sentidos como um verdadeiro problema”.

A GDA e a Fundação GDA têm tido no Hospital Egas Moniz e no Centro Hospitalar Lisboa Ocidental parceiros inestimáveis na causa dos artistas. E quem trabalha com a voz estes atestam.

“As patologias vocais são tantas que iniciativas como esta se tornam extremamente relevantes”, considerou, à margem da cerimónia, Jorge Bruto, uma referência para quem seguiu, na década de oitenta, o punk e o rockabilly português. “É fundamental que haja uma resposta”, considera o líder dos Capitão Fantasma, banda que este ano celebra o seu 30.º aniversário com uma tournée nacional.

Presente esteve também a atriz Paula Marcelo, que já de manhã havia participado no rastreio. “Este é um apoio muito importante para os artistas, se tivermos em conta que estes são muito precários em termos de rendimentos.”

Segundo a atriz, este género de iniciativa mereceria uma divulgação muito mais ampla por parte das entidades públicas. “Os ministérios da Saúde e da Cultura deveriam articular-se nessa divulgação que deveria anteceder os rastreios.”

“É essencial para uma das classes profissionais mais desprotegidas”, comentou o cantor lírico Jorge Batista da Silva, para quem a voz é muito mais do que um instrumento de trabalho. “A minha voz é a minha vida. Vivo em função da minha voz.”

 

Foto: A diretora-geral das Artes, Paula Varanda (à esquerda), Clara Capucho, responsável clínica do rastreio, Rita Perez Fernandes da Silva, presidente do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Pedro Wallenstein, presidente da GDA, durante a sessão realizada na sede da GDA.

Candidaturas ao Apoio a Curtas-Metragens decorrem até 18 de maio

Este concurso apoia a produção de curtas-metragens de ficção nacionais, tendo em vista a promoção e profissionalização do trabalho realizado pelos artistas intérpretes nestas obras, favorecendo a divulgação e desenvolvimento das suas carreiras profissionais e artísticas.

O objetivo deste apoio financeiro está relacionado com a comparticipação nas despesas ou encargos dos projetos dos artistas intérpretes ou executantes, nomeadamente com cachets, viagens, estadias, alimentação ou transportes.

Os candidatos apoiados terão um prazo máximo de 12 meses para finalizarem as suas curtas-metragens, estando obrigados a exibir publicamente as obras apoiadas no prazo máximo de 18 meses a contar da data da assinatura do contrato.

Este ano, o montante total disponível para o programa será de €100.000, mais € 40.000 que no ano passado. Isso permitirá aumentar o número de projetos apoiados para 20 (em 2017, foram 12), tendo em conta que essa dotação orçamental será dividida por apoios individuais até um máximo de €5.000 (cinco mil euros).

Para mais informações consulte o Aviso de Abertura e o Regulamento do concurso.

 

© Imagem: Trabalhos de rodagem de Pródigo, projeto apoiado pela Fundação GDA no âmbito do concurso de apoio a Curtas Metragens de 2016

 

Resultados do concurso de apoio a espetáculos de teatro e dança 2018

A Fundação GDA tem o prazer de anunciar os resultados do concurso de Apoio de Espectáculos de Teatro e Dança 2018.

Este programa visa apoiar a produção e apresentação pública de projetos nos domínios do teatro, da dança e dos cruzamentos disciplinares, tendo em vista promover oportunidades para o desenvolvimento da atividade profissional dos atores e dos bailarinos, e dinamizar a oferta e a diversidade criativa nestas áreas aos públicos nacionais, prestigiando a carreira profissional dos artistas.

O júri externo deste concurso composto por Ana Pais, José Luís Ferreira e Maria Assis Swinnerton, ao qual a Fundação GDA agradece o trabalho desenvolvido, procedeu à avaliação de 105 candidaturas e deliberou a atribuição de um montante total de apoio de € 156.000,00 (cento e cinquenta seis mil euros).

[expand title=”Projetos Apoiados” swaptitle=”Fechar “]

  • Candidatura n.º 926 (Teatro): LoboMau Produções
  • Candidatura n.º 945 (Teatro): As Crianças Loucas Associação
  • Candidatura n.º 956 (Teatro): Nídia Raquel Martins Roque
  • Candidatura n.º 958 (Teatro): Os Possessos Associação
  • Candidatura n.º 995 (Cruzamentos Disciplinares): Radar 360
  • Candidatura n.º 1002 (Cruzamentos Disciplinares): Flávio Helder Rodrigues dos Santos
  • Candidatura n.º 1003 (Dança): Sérgio Diogo Moita do Carmo Matias
  • Candidatura n.º 1010 (Teatro): Nómada Art & Public Space
  • Candidatura n.º 1011 (Cruzamentos Disciplinares): Associação Cultural Rabbit Hole
  • Candidatura n.º 1013 (Teatro): Terceira Pessoa Associação
  • Candidatura n.º 1017 (Dança): Atelier Real
  • Candidatura n.º 1029 (Dança): Relevo Residual – Associação de Artes Performativas
  • Candidatura n.º 1035 (Dança): Ana Renata Polónia Pinto
  • Candidatura n.º 1048 (Teatro): Bestiário
  • Candidatura n.º 1101 (Teatro): Estado Zero
  • Candidatura n.º 1106 (Cruzamentos Disciplinares): Catarina Sá Morais Campos Costa
  • Candidatura n.º 1112 (Cruzamentos Disciplinares): Rodrigo José Alves Pereira
  • Candidatura n.º 1133 (Cruzamentos Disciplinares): Cotão Associação Cultural
  • Candidatura n.º 1138 (Teatro): Maria Teresa Freire Coutinho
  • Candidatura n.º 1161 (Cruzamentos Disciplinares): Horta Seca – Associação Cultural
  • Candidatura n.º 1166 (Cruzamentos Disciplinares): Demo [/expand]

[expand title=”Suplentes” swaptitle=”Fechar “]

  • Candidatura n.º 1164 (Teatro): Vertigo Associação Cultural
  • Candidatura n.º 1127 (Teatro): Martim Samora Correia Pedroso
  • Candidatura n.º 1076 (Teatro): Silly Season[/expand]

© Imagem do projeto A Importância de Ser Paul B Preciado de Miguel Bonneville, apoiado no âmbito do Concurso de Apoio a Espetáculos de Teatro e Dança 2017.

 

Entrevista ao diretor-geral da Fundação GDA no Coffeepaste

Nesta entrevista conduzida por Carlos Custódio e captada pela objetiva de Pedro Mendes, Mário Carneiro falou sobre a intervenção da Fundação GDA em prol do desenvolvimento humano, cultural e social dos artistas interpretes e executantes, bem como da valorização e dignificação do trabalho e das suas carreiras. Mas não ficou por aí.

Em meia hora de conversa, houve espaço e tempo para muito mais, tendo sido abordando entre outros aspetos, a importância do trabalho dos artistas enquanto pilar do desenvolvimento social e económico do País.

Não perca. Veja aqui o vídeo

© Imagem: Coffeepaste

Novas regras permitem acesso às Bolsas Sénior a partir dos 60 anos

A Fundação GDA e a GEDIPE – Associação para a Gestão Coletiva de Direitos de Autor e de Produtores Cinematográficos e Audiovisuais – alargaram o âmbito do seu programa de Bolsas de Integração Profissional para Artistas Seniores, permitindo que atores e atrizes se possam candidatar já a partir dos 60 anos de idade, quando anteriormente a idade mínima permitida eram os 65 anos.

Além deste, foram introduzidos outros dois ajustamentos ao regulamento (leia aqui o regulamento) com o intuito de beneficiar um maior número de artistas e aumentar a possibilidade de acesso dos mesmos à base de dados que permite o seu eventual recrutamento para efeitos de contratação por parte dos produtores.

Face a essas alterações, poderão concorrer agora a estas bolsas, profissionais, que além da idade mínima de 60 anos, não tenham, nos 12 meses anteriores ao momento da atribuição da bolsa, rendimentos declarados provenientes da televisão ou do cinema superiores a € 2.500 (anteriormente não eram permitidos rendimentos no setor audiovisual) e que não usufruam de um rendimento anual ilíquido superior a € 15.000 (anteriormente o limite era de 1,5 salários mínimos por mês). Artistas que protagonizem as obras candidatas às Bolsas Sénior continuam a não poder concorrer a este programa.

Facilitar a reintegração funcional e profissional dos artistas seniores e prolongar a vida útil em final de carreira através de processos de envelhecimento ativo são dois dos objetivos principais desta iniciativa.

Destinadas a atores e atrizes profissionais de nacionalidade portuguesa ou (com residência fiscal em território nacional), as Bolsas de Integração Profissional visam, além disso, a aproximação dos profissionais mais velhos aos produtores cinematográficos, videográficos e televisivos. Por isso, o programa tem um site próprio (http://www.bolsasenior.pt) onde os profissionais se podem inscrever. Este constitui-se como uma base de dados e funciona como uma “bolsa de empregabilidade” para os inscritos.

Todo o processo decorre on-line, iniciando-se com o fornecimento por parte dos atores e das atrizes dos seus dados pessoais, contactos e o resumo da atividade profissional, para que a Comissão de Acompanhamento e Análise do Programa possa avaliar e validar a inscrição definitiva de cada artista. Depois da inscrição estar validada, será necessário fornecer informações como o nome artístico, o género, a altura, uma fotografia de rosto e um Curriculum Vitae detalhado (com indicação dos trabalhos realizados para o setor audiovisual). Facultativamente poderá ser ainda acrescentado um portefólio ou um showreel. Será com base nesses dados que os produtores farão posteriormente as suas escolhas, entrando diretamente em contacto com os profissionais selecionados.

Os produtores poderão consultar essa base de dados e escolher os atores a quem desejam fazer propostas de trabalho, sabendo à partida que as Bolsas Sénior suportam até 70% dos honorários dos profissionais até ao montante de 3.000 euros (ou 9.000 euros por projeto se forem contratados vários atores).

“Trata-se de iniciativa conjunta de grande alcance e que representa uma associação inédita entre duas organizações congéneres de gestão coletiva de direitos”, diz Mário Carneiro, diretor-geral da Fundação GDA.

O projeto resulta do esforço conjunto da Fundação GDA e da GEDIPE para fazer frente à precariedade do mercado de trabalho para os atores daquela faixa etária, visando corrigir algumas deficiências sentidas ao nível da proteção social e de apoio ao envelhecimento existentes no país.

Para 2018, este projeto conta com uma dotação orçamental de 90 mil euros, suportado em parte iguais pela GEDIPE e pela Fundação GDA.

 

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Candidaturas aos apoios para curtas-metragens abrem a 23 de abril

As candidaturas para o programa de Apoio a Curtas-Metragens decorrem entre 23 de abril e 18 de maio, estando já o respetivo regulamento e aviso de abertura disponíveis para consulta neste site.

Este concurso visa apoiar a produção de curtas-metragens de ficção nacionais, tendo em vista a promoção e profissionalização do trabalho realizado pelos artistas intérpretes nestas obras, favorecendo a divulgação e desenvolvimento das suas carreiras profissionais e artísticas.

O objetivo deste apoio financeiro está relacionado com a comparticipação nas despesas ou encargos dos projetos dos artistas intérpretes ou executantes, nomeadamente com cachets, viagens, estadias, alimentação ou transportes.

O montante total disponível para o programa será, em 2018, de €100.000, mais € 40.000 que no ano passado. Isso aumentar o número de projetos apoiados para 20 (em 2017, foram 12), tendo em conta que essa dotação orçamental será dividida por apoios individuais até um máximo de €5.000 (cinco mil euros).

Os candidatos apoiados terão um prazo máximo de 12 meses para finalizarem as suas curtas-metragens, estando obrigados a exibir publicamente as obras apoiadas no prazo máximo de 18 meses a contar da data da assinatura do contrato.

O formulário de candidatura e as respetivas instruções de preenchimento estarão disponíveis a partir de 23 de abril.

 

© Imagem: Rodagem da curta-metragem Terra Amarela (B'lizzard), projeto apoiado no âmbito do concurso de Apoio a Curtas-metragens em 2016.

Workshop com Tom Todoroff de 12 a 16 de março

Tom Todoroff, nasceu em Nova Iorque e começou o seu percurso artístico Beloit College e na Julliard School (sob a orientação de Alan Schneider). Para além de ter representado mais de 50 personagens em peças clássicas e contemporâneas em teatros de todo o mundo, também tem ensinado e dirigido atores para teatro, cinema e televisão e trabalhado como professor de voz, dicção e representação. Alunos dos seus alunos foram atores como Liam Nesson, Rene Russo, Bob Hoskins, Lolita Davidovich, Robert Wagner, Tony Goldwyn, Brendan Gleeson, Alicia Witt, Lukas Haas, entre outros.

Datas: 12 a 16 de março de 2018
Horário: das 10h às 14h
Duração: 20 horas
Valor da Inscrição: € 300
Cooperadores da GDA: € 150
Inscrição como cooperador da GDA: pagamento único – €25
Clique aqui para se inscrever
 

Informações e Inscrições
Dossier de Apresentação
ACT – Escola de Actores
21 301 01 68 / 93 785 25 55
workshop@act-escoladeactores.com
www.act-escoladeactores.com

Outras Ações

Encontre outras iniciativas, nomeadamente parcerias concretizadas com organizações de relevo nas áreas de Dança, Música e Representação, tendo em vista a internacionalização das carreiras de artistas portugueses.