Adriano Carvalho, Ana Cristina de Oliveira e Miguel Moreira são os vencedores do Prémio Atores de Cinema Fundação GDA

O prémio instituído anualmente pela Fundação GDA distingue-se por ser atribuído a atores por um júri independente constituído por três atores, que avaliam a qualidade, a excelência e o mérito do trabalho de interpretação dos colegas nas longas metragens nacionais estreadas no ano anterior ao da atribuição do prémimo. Este ano, o júri composto por Diogo Dória, Joana Bárcia e João Reis, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Ator Principal a Adriano Carvalho, que no filme Vazante, interpreta António, proprietário de uma fazenda e líder de uma caravana de escravos e gado no Brasil, no início do século XIX.

Ana Cristina Oliveira venceu na categoria de Melhor Atriz Secundária pelo seu desempenho no papel de Sveta – uma mulher que faz parte de uma rede de tráfico de seres humanos – na longa-metragem Carga. Miguel Moreira foi distinguido como Novo Talento pelo papel de Miguel – um jovem que, em Djon África, vai para Cabo Verde em busca das suas origens africanas e do pai que nunca conheceu.

Os vencedores foram anunciados na noite deste terça-feira, dia 3, numa cerimónia que decorreu no Teatro da Trindade, em Lisboa e que foi conduzida pelo ator José Pedro Gomes.

Um dos traços distintivos do Prémio atribuído anualmente pela Fundação GDA é tratar-se de um reconhecimento entre pares: são prémios de interpretação atribuídos a atores por atores. Por isso, todos os anos a Fundação GDA escolhe um júri diferente composto por três atores que visionam e analisam as obras de produções cinematográficas de longa-metragem portuguesas, de ficção, estreadas comercialmente em sala entre 1 de janeiro e 31 de dezembro no ano anterior ao da atribuição do prémio.

Ao troféu Melhor Ator/Atriz corresponde um prémio pecuniário de €3.000 euros (três mil euros). Ao de Melhor Ator/Atriz Secundário(a) um prémio de €2.000 euros (dois mil euros) e ao Novo Talento um prémio de 1.000€ (mil euros).

Workshop “Equilíbrio Rítmico Corporal” com desconto de 90% para cooperadores da GDA

Pela mão dos argentinos Carla Fonseca e Horacio López chegarão a Lisboa dois métodos quase desconhecidos em Portugal: a metodologia 3 Golpese a metodologia Dalcroze. Os dois formadores, que ao longo dos últimos anos têm desenvolvido um diálogo entre ambos os métodos estarão, entre 6 e 10 de fevereiro, nas instalações do Laboratório de Experimentação Cénica (LEC) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, para ministrar o workshop Equilíbrio rítmico corporal – Distâncias, forças e silênciosnas práticas cénicas,

A iniciativa do LEC consistirá em cinco jornadas de seis horas de trabalho intenso durante as quais a atores, bailarinos, músicos, encenadores e outros artistas, serão convidados a explorar e adquirir ferramentas para a improvisação interdisciplinar, vivenciar as rítmicas africanas e a sua evolução no Rio de la Plata, bem como usar o corpo como primeiro instrumento e aplicar essas técnicas à vocalização de textos.

Os participantes serão sensibilizados para a capacidade de governar o seu comportamento rítmico e para o desenvolvimento de sequências de movimento com várias temporalidades. Serão capazes de improvisar, experimentar e ressignificar a experiência temporal e rítmica para desenvolver a expressão e enfrentar um território de ação interdisciplinar.

O objetivo é ativar os centros de perceção musical e a coordenação das extremidades à esquerda e direita para equilibrar os hemisférios cerebrais. Isto pode realizar-se com as mãos (percussão) ou com os pés (dança) ou com ambas as polaridades alternadamente.

Carla Fonseca é professora com Especialização em Rítmica Dalcroze e participa como atriz e música em projetos artísticos interdisciplinares. Criou e dirige as Jornadas Internacionais Ritmo en las Artes(2015 a 2018) na Universidad Nacional de las Artes, em Buenos Aires.

Horacio López é percussionista, pedagogo e criador do método 3 Golpes e do Método de dissociação rítmica corporal. Partilhou projetos e atuações com músicos como Paquito de Rivera, Herbie Hancock, Airto Moreira, Flora Purin, Egberto Gismonti, entre outros, e pisou os palcos de festivais e teatros como Carnegie Hall, Berlin Jazz Festival, Kölner Jazz Haus Festival, Zurich Jazz Festival. Além disso, tem ministrado cursos em Buenos Aires, Los Ángeles, New Jersey, Dinamarca, Panamá, Guatemala.

A iniciativa do LEC é apoiada pela Fundação GDA, pelo que os cooperadores da GDA podem beneficiar de um desconto de 90% sobre o preço de inscrição.

Inscrições até 4 de fevereiro: enviar currículo resumido para Paulo Filipe Monteiro, pfm@fcsh.unl.pt
Preço:€ 60 (90% de desconto para cooperadores da GDA e membros do LEC)

Dados para pagamento:
IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública
IBAN: PT50 0781 0112 00000006399 80
BIC: IGCPPTPL

Enviar comprovativo para tesouraria@fcsh.unl.pt.
Deverão colocar na descrição da transferência a seguinte informação: “CC 220008”.

Datas:6 a 10 de fevereiro
Local:Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL, Avenida de Berna

Nuno Lopes, Vera Barreto e Matamba Joaquim vencem a XI Edição do Prémio Atores de Cinema da Fundação GDA

Nuno Lopes é o vencedor do Prémio Atores de Cinema da Fundação GDA na categoria de Melhor Ator Principal, pelo seu desempenho no filme São Jorge, de Marco Martins, em que interpreta a personagem Jorge, um pugilista desempregado que arranja colocação numa agência de cobranças difíceis. O prémio na categoria de Melhor Atriz Secundária vai este ano para Vera Barreto, que interpreta o papel de Nanda em Fátima, uma película de João Canijo. Matamba Joaquim, por seu turno, venceu na categoria Novo Talento pelo papel do tenente Taiar em Comboio de Sal e Açúcar, realizado por Licínio Azevedo.

Os vencedores foram anunciados, esta terça-feira, 4, na cerimónia de apresentação dos premiados desta 11ª edição, que decorreu no Teatro da Trindade, em Lisboa, conduzida pela atriz Joana Barrios.

A GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas é a entidade que em Portugal gere os direitos de propriedade intelectual de músicos, atores e bailarinos. A Fundação GDA é o seu braço para valorizar o trabalho dos artistas e promover o seu desenvolvimento humano e cultural e a sua proteção social.

Um dos traços distintivos do Prémio, atribuído anualmente pela Fundação GDA, é de se tratar de um reconhecimento entre pares: são prémios de interpretação atribuídos a atores por atores. Por isso, todos os anos a Fundação GDA escolhe um júri diferente composto por três atores que analisa as obras da lista de produções cinematográficas de longa-metragem portuguesas, de ficção, estreadas comercialmente em sala entre 1 de janeiro e 31 de dezembro no ano anterior ao da atribuição do prémio.

Neste júri que avalia a qualidade, excelência e mérito do trabalho de interpretação dos colegas nas obras analisadas, participaram, este ano, Adriano Luz, Catarina Wallenstein e Cristina Carvalhal.

Ao troféu Melhor Ator/Atriz corresponde um prémio pecuniário de €3.000 euros (três mil euros), ao de Melhor Ator/Atriz Secundário(a) um prémio de €2.000 euros (dois mil euros) e ao Novo Talento um prémio de 1.000€ (mil euros).

A cerimónia encerrou com um filme concerto, durante o qual foram exibidos excertos da longa-metragem Primeira Idade, do realizador Alexander David, cuja banda sonora foi apoiada pelo Fundo de Apoio ao Cinema (do qual a Fundação GDA é parceira).

Fundação GDA apoia 20 espetáculos de teatro e dança em concurso extraordinário

De um total de 108 projetos que concorreram ao concurso Extraordinário de Apoio a Espetáculos de Teatro e Dança 2018 promovido pela Fundação GDA, o júri externo, composto por Ana Pais, José Luis Ferreira e Maria de Assis Swinnerton, deliberou apoiar nove projetos na área do teatro, sete na dança e quatro nos cruzamentos disciplinares.

O montante total de apoios neste concurso extraordinário ascende aos € 149.103,00 e será distribuído pelas seguintes candidaturas:

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Candidatura nº 1665 – Público Reservado – Teatro

Candidatura nº 1672 – Tiago José Nascimento Cadete – Teatro

Candidatura nº 1708 – Má Criação – Teatro

Candidatura nº 1714 – Auéééu – Associação – Teatro

Candidatura nº 1717 – Associação Parasita – Dança

Candidatura nº 1731 – Outro Vento, Associação Cultural – Dança

Candidatura nº 1737 – Sílvio Mendes Graterol Vieira – Teatro

Candidatura nº 1740 – Ana Rita Teodoro Costa – Dança

Candidatura nº 1743 – Henrique Miguel Furtado Perestrelo Vieira – Cruzamentos Disciplinares

Candidatura nº 1753 – Malvada Associação Artística – Teatro

Candidatura nº 1755 – Marco Alexandre Temporário Mendonça – Teatro

Candidatura nº 1767 – Sr. João – Associação – Cruzamentos Disciplinares

Candidatura nº 1770 – Marta Garcia Cerqueira – Dança

Candidatura nº 1773 – Associação Cultural Zona Não Vigiada – Cruzamentos Disciplinares

Candidatura nº 1779 – Pé de Pano – Projectos Culturais – Cruzamentos Discipinares

Candidatura nº 1794 – Teresa Fernandes de Oliveira Alves da Silva – Dança

Candidatura nº 1795 – Colectivo Lagoa – Dança

Candidatura nº 1804 – Associação Cultural Truta – Teatro

Candidatura nº 1813 – Lígia Maria Soares – Teatro

Candidatura nº 1843 – Associação Teatro Experimental de Lagos – Dança [/expand]

Circunstâncias excecionais permitiram que, este ano, o Conselho de Administração da Fundação GDA deliberasse a abertura, em julho, de um concurso extraordinário para apoiar espetáculos de Teatro e Dança, com um montante de €150.000, tendo sido fixado um valor máximo de € 7.500 a atribuir a cada projeto.

Recorde-se que programa de Apoio a Espetáculos de Teatro e Dança visa apoiar a produção e apresentação pública de projetos nos domínios do teatro, da dança e dos cruzamentos disciplinares. Os objetivos centrais deste programa são a promoção de oportunidades para o desenvolvimento da atividade profissional de atores e bailarinos, e dinamizar a oferta e a diversidade criativa nestas áreas, prestigiando a carreira profissional dos artistas.

© Imagem do projeto Vila, de Eduardo Lousinha Breda, apoiado no âmbito do concurso de Apoio a Espetáculos de Teatro e Dança 2017.

Workshop – Método Suzuki para ator/bailarino com descontos para cooperadores da GDA

De 8 a 12 de outubro decorre, em Lisboa, um workshop coordenado por Kameron Steele, tido nas últimas três décadas como o principal embaixador do Método Suzuki na Europa e na América.

Nesta iniciativa, que terá lugar no Estúdio Central da Companhia Olga Roriz, partilha-se a gramática e o vocabulário do Método Suzuki, que será complementado com trabalho de composição/criação de cenas nas quais o corpo, a voz e a ficção se integram num todo.

O método reúne, desde os anos 70, numa linguagem criada por Tadashi Suzuki e os seus atores da Suzuki Company of Toga, elementos de diversas disciplinas como o Kabuki, o Teatro Noh, as artes marciais, a dança, os desportos, entre outras.

Organizado pelo Coletivo JAT – Janela Aberta Teatro e Joana Pupo, este workshop de 30 horas constitui uma oportunidade para conhecer o Método Suzuki e a sua relação com a criação teatral.

Datas e horas: 8 – 12 de outubro, das 17h às 23h30.

Local: Estúdio Central da Companhia Olga Roriz, Palácio Pancas Palha, Rua de Santa Apolónia 12-14, 1100-468 Lisboa

Preço: € 280 (€ 130 para cooperadores da GDA)

Informações e inscrições: suzuki.lisboa.2018@gmail.com

 

 

 

Dez novas ações de formação para artistas a partir de outubro

Na sequência do trabalho desenvolvido nos últimos anos na área da formação, a Fundação GDA volta oferece um conjunto de ações de formação dirigidas a estruturas de produção e a artistas individuais. Essas ações, que decorrerão, entre 1 de outubro e o mês de dezembro, realizam-se tanto em Lisboa como a norte do país. As inscrições abriram esta sexta-feira, dia 14 e podem ser submetidas através do site da Fundação GDA.

Após uma análise aos resultados obtidos nas quatro edições do Curso de Gestão e Produção de Artes Performativas promovidas, em 2016 e 2017, pela Fundação GDA, bem como aos inquéritos de satisfação efetuados na altura, a Fundação GDA compreendeu a necessidade de desenvolver uma oferta formativa complementar que, dirigindo-se a artistas intérpretes, os leve a ter uma atitude mais pragmática e proativa quanto aos desafios colocados às Artes Performativas.

Mais do que ambicionar o desenvolvimento de uma “teoria geral” da gestão e produção cultural, estas ações de formação direcionam-se a aspetos específicos e concretos da atividade nesta área.

Assim, estes módulos de curta duração dirigem-se sobretudo a elementos práticos e acionáveis da atividade de gestão e produção das artes performativas, para estruturas e indivíduos.

Os objetivos gerais deste programa são, entre outros

• a capacitação dos artistas intérpretes e as suas estruturas para uma maior eficiência no desenvolvimento do seu trabalho;

• incentivar a criação e desenvolvimento de projetos culturais de iniciativa própria,

• propiciar o conhecimento dos fundamentos económicos e políticos do setor das Artes Performativas.

Clicar aqui para mais informações sobre o programa e para efetuar inscrições.

Distribuição das remunerações de direitos conexos de audiovisual relativos a 2015 e 2016

A GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas vai colocar a pagamento durante o mês de setembro as remunerações de direitos conexos do audiovisual relativas aos anos de 2015 e 2016. O direito a levantar estas remunerações prescreverá, nos termos da lei, três anos depois, em setembro de 2021.

Segundo o Código do Direito de Autor e Direitos Conexos e legislação complementar, a GDA, entidade que em Portugal gere os direitos de propriedade intelectual de atores, bailarinos e músicos, tem legitimidade para cobrar, gerir e distribuir as verbas resultantes dos direitos conexos ao direito de autor de atores, bailarinos e músicos.

A remuneração dos direitos conexos obtém-se através da aplicação e cobrança de uma tarifa aos diferentes tipos de utilização das obras em causa. No cumprimento da aplicação do princípio de justiça na repartição e distribuição dos rendimentos cobrados, estes são distribuídos de acordo com critérios objetivos que têm por referência as características da utilização que lhes deu título. Ou seja, distribuem-se os direitos cobrados utilizando listagens reais das utilizações e atendendo à respetiva duração, share e audiência.

Condição necessária à atribuição das remunerações é que os artistas titulares de direitos tenham declarado as respetivas participações nas obras que os geraram junto da GDA.

Para declarar o seu repertório, aceder a informação sobre a gestão dos seus direitos conexos, tal como as obras que os geraram e respetivos valores, os artistas cooperadores deverão aceder à sua área reservada no Portal GDA.

Para esclarecer qualquer dúvida ou para obter mais informações, os artistas abrangidos devem entrar em contacto com o seu gestor de repertório.

Prémio Atores de Cinema regressa com jornadas de trabalho

Na Fundação GDA já se entrou em contagem decrescente para a XI edição do Prémio de Atores de Cinema. A cerimónia decorrerá na noite de 4 de dezembro, no Teatro da Trindade. Os objetivos deste prémio são divulgar e prestar homenagem pública ao trabalho de interpretação dos atores portugueses. Antes de se proceder à entrega dos prémios, o dia será ocupado pelas “Jornadas de trabalho para atores”, que consistem numa série de ações focadas nos temas da formação de atores e na gestão das suas carreiras profissionais.

Este prémio foi instituído em 2008 com o intuito de reconhecer o mérito artístico e a excelência do trabalho de interpretação de atores e de atrizes, realizado em obras cinematográficas de longa-metragem portuguesas, de ficção, estreadas durante o ano anterior à atribuição dos prémios, que tenham tido estreia comercial em sala entre 1 de janeiro e 31 de dezembro. O prémio compreende três categorias – Melhor Ator/Atriz Principal, Melhor Ator/Atriz Secundário(a) e Novo Talento – e atribui prémios pecuniários no valor de, respetivamente, €3.000, €2.000 e €1.000.

Um dos traços distintivos deste Prémio é tratar-se de um reconhecimento entre pares: são prémios de interpretação atribuídos a atores por atores. Os desempenhos artísticos são avaliados por um painel de três atores convidados pela Fundação GDA, o qual muda todos os anos. Na sua avaliação, o júri atende à qualidade, excelência e mérito do trabalho de interpretação dos atores e atrizes nas obras analisadas.

Uma vez que o foco primordial deste prémio é o trabalho dos atores, a iniciativa não se esgota numa cerimónia de entrega de galardões. Esta é antecedida pelas “Jornadas de trabalho para atores”, um conjunto de ações focadas na formação de atores e na gestão das suas carreiras, que decorrerão durante todo o dia da cerimónia no Teatro Trindade. Ministradas por atores, realizadores, produtores e outro profissionais do meio, as jornadas centram-se nas diferentes vertentes do trabalho de ator. Consistem em palestras, masterclasses e em sessões chamadas “Encontros com a Experiência”, durante as quais atores com anos de carreira bem sucedida partilharão o seu conhecimento do meio com jovens atores e estudantes.

Em relação ao programa das jornadas, são já conhecidos alguns dos seus pontos:

  • Tudo começará com uma palestra sobre a gestão de carreiras;
  • Segue-se uma masterclass em torno de aspetos como a realização de um showreel, a preparação para audições e a atuação para as câmaras;
  • No debate intitulado Atores e realizadores – uma jornada construtiva, procurar-se-á estabelecer pontes, discutir parcerias e abordar os diferentes modos de colaboração no trabalho dos atores e realizadores;
  • As jornadas terminam com mesas redondas intituladas Encontros com a experiência, durante as quais a geração de atores mais jovens poderá ouvir os conselhos de três artistas veteranos sobre como enfrentar inquietações e dúvidas do início de carreira.

Remuneração equitativa dos artistas nas plataformas digitais volta ao Parlamento Europeu

Regressa ao Parlamento Europeu entre os dias 10 e 13 de setembro a proposta Diretiva Europeia que pretende determinar – em benefício dos titulares de direitos de autor e conexos como músicos, atores e bailarinos – uma remuneração justa e proporcional em todas as formas de exploração na internet, incluindo as utilizações “on demand”.

Esta diretiva já foi posta à votação dos eurodeputados em 5 de julho pela Comissão de Assuntos Jurídicos do Parlamento Europeu, procurando uma solução de compromisso entre os diferentes interesses em jogo: recebeu no entanto 318 votos contra, apenas 278 a favor e 31 abstenções. O documento era o resultado da ação dos movimentos de artistas europeus para uma internet mais justa para o seu trabalho, representando um sinal claro contra a persistência de práticas atuais de transmissão de direitos consideradas “inaceitáveis” e “injustas”.

Depois do chumbo verificado em julho, o relator da proposta – o eurodeputado Axel Voss – declarou que alguns dos artigos mais polémicos da proposta de Diretiva podiam ser ajustados, sem perderem o seu sentido original. E, entretanto, os movimentos de artistas e de jornalistas têm intensificado as suas ações em favor desta causa, fazendo circular vários apelos e petições por todos os países europeus. O músico Paul McCartney, dos Beatles, redigiu mesmo uma carta ao Parlamento Europeu onde afirma que “os eurodeputados têm nas suas mãos o futuro da música na Europa”.

Em Portugal a GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas tem agido no mesmo sentido. “Os artistas têm de continuar a lutar pelo seu direito irrenunciável a uma remuneração direta por parte dos provedores de serviços que disponibilizam as suas obras nas plataformas digitais”, afirma Pedro Wallenstein, presidente da GDA. “Os estados europeus devem ser encorajados a legislar no sentido de alcançarem esse objetivo através de mecanismos de remuneração legal”.

A GDA apoia desde o início a coligação de artistas de toda a Europa “Fair Internet for Performers!” (Internet Justa para os Artistas!) e as suas campanhas junto dos organismos europeus para acabar com uma injustiça fundamental: o facto de a maioria dos artistas serem privados da sua remuneração quando o seu trabalho é disponibilizado nas plataformas de “streaming “e de “download”.

“A GDA agradece aos eurodeputados portugueses de vários partidos o apoio contínuo que têm dado a esta luta por uma maior justiça na distribuição da riqueza gerada pelo trabalho dos artistas através das plataformas digitais”, afirma Pedro Wallenstein. “Esperemos que esta sessão plenária de setembro do Parlamento Europeu resolva favoravelmente o impasse criado em julho”.

Viana do Castelo recebe rastreio nacional da voz artística realizado pela GDA

Nos dias 30 e 31 de agosto, o Rastreio Nacional da Voz Artística concluirá mais uma etapa do seu circuito pelas capitais de distrito. Desta vez, a iniciativa da GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas – a entidade que em Portugal gere os direitos de propriedade intelectual de músicos, atores e bailarinos – decorrerá na Unidade de Saúde Familiar (USF) Gil Eanes, em Viana do Castelo.

O rastreio resulta de uma parceria entre a GDA, o Ministério da Saúde e o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, cuja Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz se distingue como o principal ponto do Serviço Nacional de Saúde na prestação de cuidados de saúde diferenciados na área da voz a artistas portugueses. O objetivo do rastreio nacional é assegurar a possibilidade de diagnóstico precoce de doenças do aparelho vocal em regiões onde os artistas não têm acesso a exames específicos.

Dirigido à comunidade artística do distrito de Viana do Castelo, mas aberto a toda a população, a sua próxima etapa terá lugar nos dias 30 e 31 de agosto, na Unidade de Saúde Familiar Gil Eanes (Largo Infante Dom Henrique, 36, 4900 – 369 Viana do Castelo).

No primeiro dia (30), o rastreio decorrerá entre as 10 e as 13:00 e das 15:00 às 18:00. No dia seguinte, o rastreio começa às 9:00 e interrompe às 13:00, mantendo-se os horários da tarde iguais aos da véspera.

A população poderá inscrever-se nessa USF, ao passo que os artistas deverão fazê-lo diretamente através do site da Fundação GDA. Pessoas que compareçam sem marcação nas instalações da USF Gil Eanes também serão atendidas, caso haja vagas disponíveis.

“Este rastreio nacional é uma forma de chamar a atenção dos cantores e dos atores portugueses para os cuidados regulares que devem ter com o seu aparelho vocal: a exigência permanente a que a voz profissional está sujeita desenvolve algumas patologias que, se não forem detetadas cedo e corrigidas, comprometem a prazo a qualidade do desempenho artístico”, explica Clara Capucho, a cirurgiã otorrinolaringologista responsável pelo rastreio da GDA (ver anexo).

“Para além de cantores e atores, é crucial para a saúde vocal dos portugueses que todas as pessoas, regularmente, façam um exame às suas cordas vocais. É isso que permite fazer o diagnóstico precoce de várias doenças, entre as quais o cancro da laringe”, afirma Clara Capucho. “Há muitos profissionais da voz como professores, jornalistas, advogados, políticos ou padres, entre muitos outros, que têm todo o interesse em verificar a saúde do seu aparelho vocal”.

“A Fundação GDA tem sido uma das organizações que, em Portugal, mais consistentemente tem promovido uma cultura de saúde da voz”, afirma por seu turno Luís Sampaio, vice-presidente da GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas, que acompanha o rastreio.

O Rastreio Nacional da Voz Artística – anunciado no Dia Mundial da Voz de 2017 e que fez o balanço do seu primeiro ano no Dia Mundial da Voz de 2018 – percorrerá todos os distritos e regiões autónomas, assegurando desta forma a possibilidade de se fazer o diagnóstico precoce de várias doenças típicas dos profissionais da voz. Serão muitas centenas de exames em cidades e regiões onde, até à data, os artistas lá residentes não tinham acesso a eles. Antes de Viana do Castelo, o rastreio já passou pelo Hospital Egas Moniz, em Lisboa, e por unidades de cuidados de saúde primários dos distritos de Vila Real, Bragança, Beja, Portalegre, Faro, Évora, Setúbal, Santarém e Leiria.

Workshop O Corpo e o Inconsciente, com João Garcia Miguel

O workshop para atores intitulado o Corpo de o Inconsciente realiza-se, entre os dias 17 e 21 de setembro no Ginásio Inatel Mouraria, perto do Martim Moniz, em Lisboa. A frequência desta formação ministrada por João Garcia Miguel tem um custo de € 130. Contudo, tratando-se de uma iniciativa apoiada pela Fundação GDA, os cooperadores da GDA que participam beneficiarão de um desconto de € 100, o que reduz esse encargo para os € 30.

Os participantes nesta formação, que contará com textos de Herberto Hélder como eixos dos trabalhos a desenvolver, terão direito a um certificado.

João Garcia Miguel é um dos criadores teatrais mais emblemáticos da atualidade, cujos espetáculos se caracterizam por uma forte componente física, desafiando os performers a irem além dos seus limites. O resultado é de uma transdisciplinaridade que não deixa ninguém indiferente.Esta ação de formação é uma oportunidade única para os profissionais das artes do espetáculo descobrirem, na prática, modalidades do seu trabalho criativo.

Este workshop integra a primeira etapa de num projeto de investigação pós-doutoral de Bruno Schiappa, subordinado ao tema Manifestações da Sexualidade na Performance Teatral: efeitos e consequências de ordem ética, estética e política do erotismo, exibicionismo e voyeurismo, que pretende fazer uma reflexão sobre o percurso e obra deste criador.

Durante o workshop, será feito um registo fotográfico que não exporá nenhum dos participantes nem nenhuma imagem será publicada sem consentimento prévio.

Financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, a investigação de Bruno Schiappa é acolhida pelo Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

As inscrições devem der efetuadas através do email brunoschiappa@letras.ulisboa.pt até dia 25 de agosto, sendo que os membros da GDA devem indicar o seu número de cooperador.

Leiria na rota do Rastreio Nacional da Voz Artística

A próxima etapa do Rastreio Nacional da Voz Artística será na cidade de Leiria, nos próximos dias 17 e 18 de julho. Este rastreio é uma iniciativa da GDA e da Fundação GDA em parceria com o Ministério da Saúde e o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, cuja Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz se distingue como o principal ponto do Serviço Nacional de Saúde na prestação de cuidados de saúde diferenciados na área da voz a artistas portugueses.

Dirigido à comunidade artística do distrito de Leiria, mas aberto a toda a população, terá lugar nas próximas terça e quarta- feira, dias 17 e 18 de julho, na Unidade de Saúde Familiar (USF) Santiago (Estrada da Mata, 56 – 2400-014 – Marrazes, Leiria). No dia 17, o rastreio decorrerá entre as 10:00 e as 13:00 e das 15:00 às 18:00. No dia 18, será das 9:00 às 13:00, mantendo-se o horários da tarde igual ao da véspera.

A população poderá inscrever-se nessa USF, ao passo que os artistas deverão fazê-lo diretamente através do site da Fundação GDA (clique aqui para se inscrever). Quem passar por lá e tiver vaga, também será atendido.

“Este rastreio nacional é uma forma de chamar a atenção dos cantores e dos atores portugueses para os cuidados regulares que devem ter com o seu aparelho vocal: a exigência permanente a que a voz profissional está sujeita desenvolve algumas patologias que, se não forem detetadas cedo e corrigidas, comprometem a prazo a qualidade do desempenho artístico”, afirma Clara Capucho, a cirurgiã otorrinolaringologista responsável pelo rastreio da GDA.

“Para além de cantores e atores, é crucial para a saúde vocal dos portugueses que todas as pessoas, regularmente, façam um exame às suas cordas vocais. É isso que permite fazer o diagnóstico precoce de várias doenças, entre as quais o cancro da laringe”, afirma Clara Capucho.

“Há muitos profissionais da voz como professores, jornalistas, advogados, políticos ou padres, entre muitos outros, que têm todo o interesse em verificar a saúde do seu aparelho vocal”.

“A Fundação GDA tem sido uma das organizações que, em Portugal, mais consistentemente tem promovido uma cultura de saúde da voz”, afirma por seu turno Luís Sampaio, vice-presidente da GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas, que acompanha o rastreio.

O Rastreio Nacional da Voz Artística – anunciado no Dia Mundial da Voz de 2017 e que fez o balanço do seu primeiro ano no Dia Mundial da Voz de 2018 – percorrerá todos os distritos e regiões autónomas, assegurando desta forma a possibilidade de se fazer o diagnóstico precoce de várias doenças típicas dos profissionais da voz. Serão muitas centenas de exames em cidades e regiões onde, até à data, os artistas lá residentes não tinham acesso a eles. Antes de Leiria, o rastreio já passou pelo Hospital Egas Moniz, em Lisboa, e por centros de saúde dos distritos de Vila Real, Bragança, Beja, Portalegre, Faro, Évora, Setúbal e Santarém.

Outras Ações

Encontre outras iniciativas, nomeadamente parcerias concretizadas com organizações de relevo nas áreas de Dança, Música e Representação, tendo em vista a internacionalização das carreiras de artistas portugueses.