Viana do Castelo recebe rastreio nacional da voz artística realizado pela GDA

Dirigido aos artistas do distrito, mas aberto a toda a população, o Rastreio Nacional da Voz Artística promovido pela GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas passará, nos dias 30 e 31 de agosto, por Viana do Castelo, tendo lugar na Unidade de Saúde Familiar Gil Eanes.

Nos dias 30 e 31 de agosto, o Rastreio Nacional da Voz Artística concluirá mais uma etapa do seu circuito pelas capitais de distrito. Desta vez, a iniciativa da GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas – a entidade que em Portugal gere os direitos de propriedade intelectual de músicos, atores e bailarinos – decorrerá na Unidade de Saúde Familiar (USF) Gil Eanes, em Viana do Castelo.

O rastreio resulta de uma parceria entre a GDA, o Ministério da Saúde e o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, cuja Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz se distingue como o principal ponto do Serviço Nacional de Saúde na prestação de cuidados de saúde diferenciados na área da voz a artistas portugueses. O objetivo do rastreio nacional é assegurar a possibilidade de diagnóstico precoce de doenças do aparelho vocal em regiões onde os artistas não têm acesso a exames específicos.

Dirigido à comunidade artística do distrito de Viana do Castelo, mas aberto a toda a população, a sua próxima etapa terá lugar nos dias 30 e 31 de agosto, na Unidade de Saúde Familiar Gil Eanes (Largo Infante Dom Henrique, 36, 4900 – 369 Viana do Castelo).

No primeiro dia (30), o rastreio decorrerá entre as 10 e as 13:00 e das 15:00 às 18:00. No dia seguinte, o rastreio começa às 9:00 e interrompe às 13:00, mantendo-se os horários da tarde iguais aos da véspera.

A população poderá inscrever-se nessa USF, ao passo que os artistas deverão fazê-lo diretamente através do site da Fundação GDA. Pessoas que compareçam sem marcação nas instalações da USF Gil Eanes também serão atendidas, caso haja vagas disponíveis.

“Este rastreio nacional é uma forma de chamar a atenção dos cantores e dos atores portugueses para os cuidados regulares que devem ter com o seu aparelho vocal: a exigência permanente a que a voz profissional está sujeita desenvolve algumas patologias que, se não forem detetadas cedo e corrigidas, comprometem a prazo a qualidade do desempenho artístico”, explica Clara Capucho, a cirurgiã otorrinolaringologista responsável pelo rastreio da GDA (ver anexo).

“Para além de cantores e atores, é crucial para a saúde vocal dos portugueses que todas as pessoas, regularmente, façam um exame às suas cordas vocais. É isso que permite fazer o diagnóstico precoce de várias doenças, entre as quais o cancro da laringe”, afirma Clara Capucho. “Há muitos profissionais da voz como professores, jornalistas, advogados, políticos ou padres, entre muitos outros, que têm todo o interesse em verificar a saúde do seu aparelho vocal”.

“A Fundação GDA tem sido uma das organizações que, em Portugal, mais consistentemente tem promovido uma cultura de saúde da voz”, afirma por seu turno Luís Sampaio, vice-presidente da GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas, que acompanha o rastreio.

O Rastreio Nacional da Voz Artística – anunciado no Dia Mundial da Voz de 2017 e que fez o balanço do seu primeiro ano no Dia Mundial da Voz de 2018 – percorrerá todos os distritos e regiões autónomas, assegurando desta forma a possibilidade de se fazer o diagnóstico precoce de várias doenças típicas dos profissionais da voz. Serão muitas centenas de exames em cidades e regiões onde, até à data, os artistas lá residentes não tinham acesso a eles. Antes de Viana do Castelo, o rastreio já passou pelo Hospital Egas Moniz, em Lisboa, e por unidades de cuidados de saúde primários dos distritos de Vila Real, Bragança, Beja, Portalegre, Faro, Évora, Setúbal, Santarém e Leiria.

Segunda fase do Concurso de Apoio a Edições Fonográficas começa a 10 de setembro

A segunda fase do Concurso de Apoio a Edições de Intérprete decorre entre 10 e 28 de setembro. Para esta fase Programa, a Fundação GDA conta com um orçamento de € 150.000, prevendo-se a distribuição de apoios por mais de quatro dezenas de projetos discográficos selecionados por um júri independente.

O Programa de Apoio a Edições Fonográficas de Intérprete entra, no próximo mês, na sua segunda fase, podendo os músicos interessados candidatar-se a esse apoio entre 10 e 28 de setembro.

Realizando-se em duas fases, este programa tem como objetivo apoiar projetos de edição fonográfica de intérprete, sendo as verbas atribuídas destinados a suportar os custos relacionados com a gravação e produção de novas obras fonográficas.

Tal como aconteceu na primeira fase do concurso, circunstâncias verdadeiramente excecionais permitiram que o conselho de administração da Fundação GDA procedesse a um reforço do orçamento inicialmente previsto para esta iniciativa. Assim, o montante total alocado para esta fase do programa será de € 150.000,00 (cento e cinquenta mil euros) em vez dos € 75.000,00 (setenta e cinco mil) inicialmente previstos.

O investimento total canalizado em 2018 para as duas fases do programa ascende aos € 300.000,00 (trezentos mil euros), distribuído pelas duas fases.

Na primeira fase, concluída em maio, foram apoiados 30 projetos discográficos com montantes de € 2.500,00 (dois mil e quinhentos euros) cada um e outros 15 com valores de € 5.000,00 (cinco mil euros). Na fase que se inicia em setembro, deverá ser apoiado um número idêntico de obras discográficas com montantes equivalentes.

Com este aumento das verbas para o Programa de Apoio a Edições Fonográficas de Intérprete, a Fundação GDA reforçou substancialmente a sua aposta na expansão da relevância da sua intervenção ao serviço de uma área artística que considera crítica.

A Fundação GDA entende este seu programa como uma alavanca crucial ao desenvolvimento do mercado discográfico nacional. Trata-se de um instrumento de suporte à criação musical portuguesa, que visa promover da diversidade das expressões musicais, facilitar o acesso e usufruto dos cidadãos à criatividade musical e garantir mais oportunidades para o exercício da atividade profissional dos músicos e para a fixação das suas obras e interpretações.

Aos interessados recomenda-se a consulta do Regulamento Geral de Apoios para 2018 bem como o Aviso de Abertura e o Regulamento Específico deste concurso, ficando o respetivo formulário de candidatura disponível para preenchimento no Portal do Artista a partir de 10 de setembro.

 

© Imagem do álbum At the still point of the turning world de Luís Fernandes, apoiado no âmbito do Programa de Apoio à Edição Fonográfica de Intérprete em 2017.

45 projetos selecionados na primeira fase do Programa de Apoio à Edição Fonográfica de Intérprete 2018

Terminou a primeira fase do Programa de Apoio à Edição Fonográfica de Intérprete de 2018. Dos 132 projetos admitidos a concurso, a Fundação GDA vai apoiar 45 –  três vezes mais do que em 2017.

Concluiu-se o processo de avaliação das candidaturas à primeira fase do Programa de Apoio à Edição Fonográfica de Intérprete 2018, através do qual a Fundação GDA apoia os artistas na edição dos seus discos, contribuindo para promover a fixação de repertório musical e a valorização das obras gravadas sobre as quais assentam os direitos conexos de utilização.

A esta primeira fase foram admitidos 132 projetos (há um ano foram 88). Depois de analisadas essas candidaturas, o júri externo, constituído por Gonçalo Frota, Henrique Amaro e José Júlio Lopes, selecionou 45 pelos quais serão distribuídos os € 150 000, 00 disponibilizados para esta fase do concurso (um aumento de 100% face aos valores do da primeira fase do ano passado).

Efetivamente, circunstâncias excecionais possibilitaram que a Administração da Fundação GDA procedesse a um reforço das verbas inicialmente previstas para a distribuição dos apoios ao abrigo deste programa. Assim, a verba total a distribuir pelas duas fases do concurso subiu dos € 150.000,00 (cento e cinquenta mil euros) inicialmente previstos para o valor final de € 300.000,00 (trezentos mil euros).

Em resultado deste aumento, o número de candidaturas apoiadas situa-se igualmente muito acima das inicialmente previstas, passando dos 10 apoios de € 2.500 e outros 10 de € 5.000,00 para 30 apoios no valor de € 2.500 e 15 apoios no valor de € 5.000.

Em termos geográficos, os projetos apoiados dividem-se da seguinte maneira: 18 são originários de Lisboa, oito de localidades da região da Grande Lisboa, sete da região Centro, cinco do Norte, cinco do Porto e dois do Sul.

Na divisão por géneros musicais, foram apoiados nove projetos de pop/rock, sete de música clássica, quatro de jazz, quatro de música tradicional/popular, dois de hip-hop e 19 de outros géneros.

A segunda fase deste Programa de Apoio decorrerá entre 10 e 28 de setembro.

Através do programa de Apoio à Edição fonográfica de intérprete, a Fundação GDA procura manter e expandir a relevância da sua intervenção ao serviço de uma área considerada crítica para o desenvolvimento do mercado discográfico nacional e para o suporte à criação musical portuguesa, numa perspetiva de promover a diversidade das expressões musicais e o acesso e usufruto dos cidadãos à criatividade musical.

Projetos Apoiados
  • Processo nº 1170 – Ana Márcia de Carvalho Santos
  • Processo nº 1172 – Diogo da Costa Alves Pinto
  • Processo nº 1174 –  João Guimarães Ferreira
  • Processo nº 1181 – Pedro Miguel Ferreira Franco
  • Processo nº 1187 – Joana Patrícia Diogo Guerra
  • Processo nº 1206 – Hugo Oliveira
  • Processo nº 1210 – Sebastião de Vasconcelos Cabral Bravo de Macedo
  • Processo nº 1212 – Daniel António Correia Catarino
  • Processo nº 1214 – Joaquim Manuel Ferreira Teles
  • Processo nº 1224 – Daniel do Rosário Rodrigues Bernardes
  • Processo nº 1227 –  Afonso Franco de Sousa Cabral
  • Processo nº 1229 – Miguel Elvas Gonçalves Maçedo Caixeiro
  • Processo nº 1244 – Jeffery Francisco Davis
  • Processo nº 1246 – Pedro Loureiro Fazenda
  • Processo nº 1256 – Pedro Miguel Ramos Salvador
  • Processo nº 1259 – Teresa Aleixo Almeida Santos
  • Processo nº 1260 – Deolinda da Encarnação Candeias Valadas Vermelhudo Soldado
  • Processo nº 1261 – Sofia Faria Fernandes
  • Processo nº 1262 – Pablo Javier Subatin
  • Processo nº 1264 – Tiago Saidi-Gay
  • Processo nº 1267 – Luís Miguel Sousa Costa
  • Processo nº 1271 – João Gualdino da Cunha Ferreira Gagliardini Graça
  • Processo nº 1272 – Anabela Fernandes Duarte
  • Processo nº 1273 – Roberto David Fernandes Afonso
  • Processo nº 1276 – Nuno Miguel Areia Soares
  • Processo nº 1280 – Hugo Miguel Ramos Oliveira
  • Processo nº 1284 – Francesco Luciani
  • Processo nº 1285 – Eduardo de Sousa Cardinho
  • Processo nº 1288 – Luis Miguel da Fonseca Raimundo
  • Processo nº 1291 – Nuno Miguel Cruz Côrte-Real
  • Processo nº 1294 – Liliana Andreia Carvalho da Costa Casal Rochão
  • Processo nº 1297 – Joana Maria Carneiro Gama
  • Processo nº 1299 – João Paulo Janeiro dos Santos
  • Processo nº 1303 – Maria Beirão Quintino dos Reis
  • Processo nº 1305 – Alex Ismael Lima D’Alva Teixeira
  • Processo nº 1307 – Daniel Pereira da Rocha e Silva
  • Processo nº 1311 – Marta Pinho da Silva Campos
  • Processo nº 1312 – Bernardo Manzoni Palmerim
  • Processo nº 1313 – Abel Lucas Cardoso
  • Processo nº 1315 – Inês de Júlia Mackie Gonçalves Serrano Kilpatrick
  • Processo nº 1318 – Rui Carlos de Melo
  • Processo nº 1323 – Manuel António Dordio do Espírito Santo Dias
  • Processo nº 1324 – Ricardo Jorge Madureira Alves
  • Processo nº 1325 – Ana Catarina Ribeiro de Moura
  • Processo nº 1333 – Joana Barra Vaz dos Santos

© Imagem de um concerto de Ademiro José Paris Miranda, cujo projeto discográfico foi apoiado, em 2017, pelo Programa de Apoio à Edição Fonográfica de Intérprete da Fundação GDA

 

 

 

 

 

 

Santarém é a próxima paragem do rastreio da voz

O rastreio nacional da voz artística estará em Santarém, nos próximos dias 20 e 21 de junho. Dirigido aos artistas do distrito, mas aberto a toda a população mediante inscrição, terá lugar na Unidade de Saúde Familiar São Domingos.

A próxima etapa do Rastreio Nacional da Voz Artística será na cidade de Santarém, nos próximos dias 20 e 21 de junho. Este rastreio resulta de uma iniciativa da GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas (a entidade que em Portugal gere os direitos de propriedade intelectual de músicos, atores e bailarinos) em parceria com o Ministério da Saúde e o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, cuja Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz se tem distinguido como o principal ponto do Serviço Nacional de Saúde onde são prestados cuidados de saúde diferenciados na área da voz a artistas portugueses.

Dirigido à comunidade artística do distrito, mas aberto a toda a população – terá lugar nas próximas quarta e quinta-feira, dias 20 e 21 de junho, na Unidade de Saúde Familiar (USF) São Domingos (Rua Comendador Ladislau Teles Botas 5, 2005-257, Santarém).

No primeiro dia (20), o rastreio decorrerá entre das 9:30 às 12:00 e das 15:00 às 18:00. No dia seguinte, o rastreio começa às 9:00, mantendo-se os horários iguais aos da véspera.

A população poderá inscrever-se nessa USF, ao passo que os artistas deverão fazê-lo diretamente através do site da Fundação GDA. Quem passar por lá e tiver vaga, também será atendido.

“Este rastreio nacional é uma forma de chamar a atenção dos cantores e dos atores portugueses para os cuidados regulares que devem ter com o seu aparelho vocal: a exigência permanente a que a voz profissional está sujeita desenvolve algumas patologias que, se não forem detetadas cedo e corrigidas, comprometem a prazo a qualidade do desempenho artístico”, afirma Clara Capucho, a cirurgiã otorrinolaringologista responsável pelo rastreio da GDA.

“Para além de cantores e atores, é crucial para a saúde vocal dos portugueses que todas as pessoas, regularmente, façam um exame às suas cordas vocais. É isso que permite fazer o diagnóstico precoce de várias doenças, entre as quais o cancro da laringe”, afirma Clara Capucho. “Há muitos profissionais da voz como professores, jornalistas, advogados, políticos ou padres, entre muitos outros, que têm todo o interesse em verificar a saúde do seu aparelho vocal”.

“A Fundação GDA tem sido uma das organizações que, em Portugal, mais consistentemente tem promovido uma cultura de saúde da voz”, afirma por seu turno Luís Sampaio, vice-presidente da GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas, que acompanha o rastreio. “Para além das estruturas de prevenção e diagnóstico precoce que temos dinamizado, a GDA tem tido igualmente um papel importante no apoio e acompanhamento de casos críticos graves de alguns artistas”.

O Rastreio Nacional da Voz Artística – anunciado no Dia Mundial da Voz de 2017 e que fez o balanço do seu primeiro ano no Dia Mundial da Voz de 2018 – percorrerá todos os distritos e regiões autónomas, assegurando desta forma a possibilidade de se fazer o diagnóstico precoce de várias doenças típicas dos profissionais da voz. Serão muitas centenas de exames em cidades e regiões onde, até à data, os artistas lá residentes não tinham acesso a eles. Antes de Santarém, o rastreio já passou pelo Hospital Egas Moniz, em Lisboa, e por centros de saúde dos distritos de Vila Real, Bragança, Beja, Portalegre, Faro, Évora e Setúbal.

Próxima etapa do Rastreio Nacional da Voz: Setúbal

Iniciado há um ano, o Rastreio Nacional da Voz terá em Setúbal a sua próxima etapa. Dirige-se aos artistas do distrito, mas é aberto a toda a população mediante inscrição. Dias 29 e 30 de maio, na Unidade de Saúde Familiar (USF) de São Filipe, no centro de Setúbal.

O Rastreio Nacional da Voz Artística terá a sua próxima etapa na cidade de Setúbal. Este rastreio resulta de uma iniciativa da GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas (a entidade que em Portugal gere os direitos de propriedade intelectual de músicos, atores e bailarinos) em parceria com o Ministério da Saúde e o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, cuja Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz se tem distinguido como o principal ponto do Serviço Nacional de Saúde onde são prestados cuidados de saúde diferenciados na área da voz a artistas portugueses.

Este rastreio – dirigido à comunidade artística do distrito, mas aberto a toda a população – terá lugar em Setúbal, na Unidade de Saúde Familiar (USF) de São Filipe (Rua Batalha do Viso, nº 46), nas próximas terça e quarta-feira, dia 29 e 30 de maio entre as 9:00 e as 18:00. A população poderá inscrever-se nessa USF e os artistas poderão fazê-lo também, preenchendo um formulário online (clique aqui para lhe aceder). Quem passar por lá e tiver vaga, também será atendido.

A manhã de dia 29, terça-feira, contará com a presença de artistas que residem no distrito, como os irmãos Nélson e Sérgio Rosado (Os Anjos) ou Anabela, vencedora do Festival da Canção e que voltou a estar na final desta edição de 2018 – entre outros músicos e atores.  Depois, ao longo dos dois dias, artistas como Pedro Galhoz (Pedro e os Lobos), também irão fazer o seu rastreio de voz à USF de São Filipe.

“Este rastreio nacional é uma forma de chamar a atenção dos cantores e dos atores portugueses para os cuidados regulares que devem ter com o seu aparelho vocal: a exigência permanente a que a voz profissional está sujeita desenvolve algumas patologias que, se não forem detetadas cedo e corrigidas, comprometem a prazo a qualidade do desempenho artístico”, afirma Clara Capucho, a cirurgiã otorrinolaringologista responsável pelo rastreio da GDA.

“A Fundação GDA tem sido uma das organizações que, em Portugal, mais consistentemente tem promovido uma cultura de saúde da voz”, afirma por seu turno Luís Sampaio, vice-presidente da GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas, que acompanha o rastreio. “Para além das estruturas de prevenção e diagnóstico precoce que temos dinamizado, a GDA tem tido igualmente um papel importante no apoio e acompanhamento de casos críticos graves de alguns artistas”.

O Rastreio Nacional da Voz Artística – anunciado no Dia Mundial da Voz de 2017 e que fez o balanço do seu primeiro ano no Dia Mundial da Voz de 2018 – percorrerá todos os distritos e regiões autónomas, assegurando desta forma a possibilidade de se fazer o diagnóstico precoce de várias doenças típicas dos profissionais da voz. Serão muitas centenas de exames em cidades e regiões onde, até à data, os artistas lá residentes não tinham acesso a eles. Antes de Setúbal, o rastreio já passou pelo Hospital Egas Moniz, em Lisboa, e por centros de saúde dos distritos de Vila Real, Bragança, Beja, Portalegre, Faro e Évora.

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Mais Mulheres do que homens nos rastreios da voz

A GDA e a Fundação GDA assinalaram, esta segunda-feira, 16 de abril, o dia Mundial da Voz com mais uma etapa no Rastreio Nacional da Voz, realizado na Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz, e com o anúncio público de uma parceria com a Direção-Geral das Artes (DGArtes), que visa criar rastreios específicos para […]

A GDA e a Fundação GDA assinalaram, esta segunda-feira, 16 de abril, o dia Mundial da Voz com mais uma etapa no Rastreio Nacional da Voz, realizado na Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz, e com o anúncio público de uma parceria com a Direção-Geral das Artes (DGArtes), que visa criar rastreios específicos para artistas em estruturas de produção artística espalhadas pelo País. Ficou-se também a saber, pela, responsável clínica dos rastreios que, entre os artistas, as mulheres estão mais presentes nos rastreios que os homens.

Durante a manhã, na Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz, mais de duas dezenas de pessoas participaram no Rastreio Nacional da Voz. À tarde, no edifício-sede da GDA e da Fundação GDA, assinalou-se o dia com uma cerimónia em que foi anunciado publicamente um protocolo entre a Fundação e a DGArtes.

A intenção desta parceria é, mal o Rastreio Nacional da Voz, atualmente em curso, tenha percorrido todas as capitais de distrito, ampliá-lo a ações específicas dirigidas a organizações artísticas locais espalhadas pelo país.

A GDA organizará esses rastreios junto das estruturas de produção artística regionais, contribuindo a DGArtes com uma colaboração institucional, para os levar, através das Direções Regionais de Cultura, às companhias de teatro, grupos musicais e de canto, bandas e orquestras.

Tendo como responsável clínica a otorrinolaringologista Clara Capucho, coordenadora da Unidade de Voz do Egas Moniz, o Rastreio Nacional da Voz, em curso desde o ano passado, já passou por Lisboa, Vila Real, Bragança, Beja, Portalegre, Faro e Évora, devendo chegar até ao próximo ano às restantes capitais de distrito.

A iniciativa resulta de uma parceria entre a GDA, o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (no qual está integrado o Hospital Egas Moniz) e o Ministério da Saúde à qual agora se associa a DGArtes.

“Esta parceria entre instituições como a GDA, hospitais e o Ministério da Saúde corresponde ao modelo de intersetorialidade que estamos empenhados em desenvolver”, afirmou a diretora-geral das Artes, Paula Varanda, durante a cerimónia de apresentação.

“Para a Direção-Geral das Artes, que trabalha muito diretamente com as comunidades das artes, é um privilégio poder colaborar numa iniciativa como este rastreio, o qual é dirigido, não só ao bem-estar pessoal de cada artista, mas também à qualidade global da sua atividade”, considerou.

Também presente na cerimónia esteve a presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Rita Perez Fernandez da Silva. “Continua a valer a pena investir neste projeto. Estes projetos são a alma do centro hospitalar”, disse a responsável.

Clara Capucho, coordenadora da Unidade de Voz do Egas Moniz e sob cuja direção clínica decorrem os rastreios, trouxe à sessão alguns dados. “São sobretudo as artistas, as mulheres, que têm feito o rastreio pelos distritos onde temos passado”, afirmou Clara Capucho, a quem se pode atribuir a autoria do projeto de rastreio dirigido à população em geral e especificamente aos artistas.

A recém-doutorada otorrinolaringologista avançou também que o refluxo gastroesofágico foi a principal patologia encontrada tanto no seio da população em geral como na comunidade artística.

É, porém, no capítulo dos nódulos vocais que mais se percebem as diferenças: “Além do refluxo, há patologias como os nódulos nas cordas vocais, que são utilizados por alguns artistas como uma especificidade do seu timbre vocal, ao passo outras pessoas, como os professores, são sentidos como um verdadeiro problema”.

A GDA e a Fundação GDA têm tido no Hospital Egas Moniz e no Centro Hospitalar Lisboa Ocidental parceiros inestimáveis na causa dos artistas. E quem trabalha com a voz estes atestam.

“As patologias vocais são tantas que iniciativas como esta se tornam extremamente relevantes”, considerou, à margem da cerimónia, Jorge Bruto, uma referência para quem seguiu, na década de oitenta, o punk e o rockabilly português. “É fundamental que haja uma resposta”, considera o líder dos Capitão Fantasma, banda que este ano celebra o seu 30.º aniversário com uma tournée nacional.

Presente esteve também a atriz Paula Marcelo, que já de manhã havia participado no rastreio. “Este é um apoio muito importante para os artistas, se tivermos em conta que estes são muito precários em termos de rendimentos.”

Segundo a atriz, este género de iniciativa mereceria uma divulgação muito mais ampla por parte das entidades públicas. “Os ministérios da Saúde e da Cultura deveriam articular-se nessa divulgação que deveria anteceder os rastreios.”

“É essencial para uma das classes profissionais mais desprotegidas”, comentou o cantor lírico Jorge Batista da Silva, para quem a voz é muito mais do que um instrumento de trabalho. “A minha voz é a minha vida. Vivo em função da minha voz.”

 

Foto: A diretora-geral das Artes, Paula Varanda (à esquerda), Clara Capucho, responsável clínica do rastreio, Rita Perez Fernandes da Silva, presidente do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Pedro Wallenstein, presidente da GDA, durante a sessão realizada na sede da GDA.

Candidaturas ao Apoio a Curtas-Metragens decorrem até 18 de maio

Estão abertas as candidaturas ao programa de apoio a Apoio a Curtas-Metragens, que decorrem entre esta segunda-feira, 23 de abril, até 18 de maio. As inscrições fazem-se online, no Portal do Artista.

Este concurso apoia a produção de curtas-metragens de ficção nacionais, tendo em vista a promoção e profissionalização do trabalho realizado pelos artistas intérpretes nestas obras, favorecendo a divulgação e desenvolvimento das suas carreiras profissionais e artísticas.

O objetivo deste apoio financeiro está relacionado com a comparticipação nas despesas ou encargos dos projetos dos artistas intérpretes ou executantes, nomeadamente com cachets, viagens, estadias, alimentação ou transportes.

Os candidatos apoiados terão um prazo máximo de 12 meses para finalizarem as suas curtas-metragens, estando obrigados a exibir publicamente as obras apoiadas no prazo máximo de 18 meses a contar da data da assinatura do contrato.

Este ano, o montante total disponível para o programa será de €100.000, mais € 40.000 que no ano passado. Isso permitirá aumentar o número de projetos apoiados para 20 (em 2017, foram 12), tendo em conta que essa dotação orçamental será dividida por apoios individuais até um máximo de €5.000 (cinco mil euros).

Para mais informações consulte o Aviso de Abertura e o Regulamento do concurso.

 

© Imagem: Trabalhos de rodagem de Pródigo, projeto apoiado pela Fundação GDA no âmbito do concurso de apoio a Curtas Metragens de 2016

 

Programa MODE’ 15 em números

Mais de 900 artistas participaram na última edição do Programa MODE. Essa participação fez do MODE’15 um sucesso. O Programa MODE tem como objetivo incentivar a fixação em disco do novo reportório da música portuguesa, procedendo, ao mesmo tempo, à recolha dos dados relevantes dessas obras, permitindo à GDA monitorizar a utilização desses trabalhos com […]

Mais de 900 artistas participaram na última edição do Programa MODE. Essa participação fez do MODE’15 um sucesso.

O Programa MODE tem como objetivo incentivar a fixação em disco do novo reportório da música portuguesa, procedendo, ao mesmo tempo, à recolha dos dados relevantes dessas obras, permitindo à GDA monitorizar a utilização desses trabalhos com maior rigor e fazer a correspondência entre os direitos de propriedade intelectual e sobre as obras e os artistas que as gravaram.

Entretanto, estamos a ultimar os preparativos para lançar os programas MODE’16 e MODE’17.

Eis, MODE’ 15 em números:

  • Valor do Programa: € 200 000
  • Número de Cooperadores que receberam incentivos: 907
    • Executantes: 302
    • Intérpretes: 605
  • Incentivo médio por interprete: € 264,46
  • Incentivo por executante: € 132,45
  • Número Discos referenciados: 384
  • Número Faixas extraídas para monitorização áudio: 4 334
  • Número Declarações de Participação recebidas: 12 578

Nos discos referenciados foram identificadas 27 941 participações, correspondentes a 3703 artistas

Entrevista ao diretor-geral da Fundação GDA no Coffeepaste

Uma equipa do Coffeepaste, O Portal da Comunidade das Artes, veio até à sede da Fundação GDA e esteve à conversa com o seu diretor-geral, Mário Carneiro. Não perca. Veja aqui o vídeo

Nesta entrevista conduzida por Carlos Custódio e captada pela objetiva de Pedro Mendes, Mário Carneiro falou sobre a intervenção da Fundação GDA em prol do desenvolvimento humano, cultural e social dos artistas interpretes e executantes, bem como da valorização e dignificação do trabalho e das suas carreiras. Mas não ficou por aí.

Em meia hora de conversa, houve espaço e tempo para muito mais, tendo sido abordando entre outros aspetos, a importância do trabalho dos artistas enquanto pilar do desenvolvimento social e económico do País.

Não perca. Veja aqui o vídeo

© Imagem: Coffeepaste