A Fundação GDA realiza, no próximo dia 3 de novembro, no Teatro da Trindade INATEL, em Lisboa, a 19.ª edição do Prémio Atores de Cinema, iniciativa dedicada a reconhecer e distinguir o trabalho dos atores portugueses no grande ecrã.

A cerimónia de entrega dos prémios será o momento central de um programa inteiramente dedicado à interpretação e ao cinema português, que começa durante a tarde com os Encontros com a Experiência – Jornadas para o Ator. A iniciativa dirigida aos profissionais em início de carreira atingiu, este ano, um número recorde de inscrições, encontrando-se já esgotadas todas as vagas.

O Prémio Atores de Cinema distingue-se no panorama nacional por ser um prémio de atores para atores: o júri é exclusivamente constituído por intérpretes, a quem cabe avaliar o desempenho dos seus pares nas produções cinematográficas nacionais de ficção estreadas em sala no ano anterior ao da atribuição do prémio.

Nesta edição, essa responsabilidade cabe à atriz Soraia Chaves e aos atores Filipe Vargas e Afonso Pimentel, contando a Fundação GDA com a consultoria da realizadora Patrícia Vasconcelos, pelo segundo ano consecutivo.

À semelhança do ano passado, serão atribuídos prémios em três categorias: Melhor Interpretação – Papel Principal, no valor de 4.000 euros; Melhor Interpretação – Papel Secundário no valor de 3.000 euros; e Melhor Interpretação – Novo Talento, no valor de 2.000 euros.

A cerimónia será apresentada pela atriz Inês Castel-Branco, que, antes da entrega dos prémios, será também uma das convidadas das Jornadas para o Ator.

Celebrar o cinema português e os seus intérpretes

A nova edição do Prémio Atores de Cinema da Fundação GDA volta a colocar no centro o trabalho dos atores e atrizes e a diversidade da criação cinematográfica nacional, através do olhar dos próprios intérpretes que integram o júri.

Filipe Vargas descreve a participação no júri como uma oportunidade privilegiada para percorrer a produção cinematográfica portuguesa de um ano e descobrir a amplitude de talento presente nas várias áreas que contribuem para a criação de um filme. O ator destaca a diversidade das obras analisadas, a projeção internacional do cinema português e, em particular, a sua capacidade para abordar novas temáticas e aventurar-se por territórios narrativos menos habituais:

“Foi uma viagem tão eclética quanto surpreendente, que revelou uma enorme quantidade e variedade de talentos nacionais, da realização à interpretação, passando pela escrita, fotografia e música. Apesar do subfinanciamento crónico do setor, o cinema português continua a marcar presença nos principais festivais internacionais e a demonstrar vontade de arriscar, explorando novas narrativas e géneros menos visitados entre nós. É essa singularidade, e sobretudo a sua humanidade, que melhor define o nosso cinema.”

Filipe Vargas salienta ainda o aparecimento de formas de produção mais ágeis e independentes, que considera poderem contribuir para abrir caminho a novas vozes no panorama cinematográfico nacional:

“Há um cinema novo que pode e deve encontrar mais vozes em Portugal. Produzir com equipas pequenas, com maior agilidade e com a nossa ‘prata da casa’ poderá trazer muitos e bons resultados. Foi um privilégio viajar por este universo de filmes de época e dramas sociais, narrativas clássicas e olhares surpreendentes. Viva o cinema português!”

Para Afonso Pimentel, a experiência enquanto jurado foi igualmente uma oportunidade para contactar com diferentes histórias e perspetivas:

“Ter a oportunidade de ver tantas histórias e visões do mundo é um privilégio. Os prémios são também uma forma de celebrarmos a sorte de vivermos os sonhos. Parabéns a todos e longa vida ao cinema português.”

A realizadora Patrícia Vasconcelos, consultora da Fundação GDA para o Prémio, sublinha, por seu lado, a crescente afirmação e visibilidade da criação cinematográfica portuguesa:

“É uma felicidade sentir que o nosso cinema tem cada vez mais voz e espetadores e que o interesse pelo que se faz em Portugal continua a crescer, dentro e fora do país. Estão de parabéns todos os criadores que, em conjunto, tornam possível uma obra cinematográfica.”

Encontros com a Experiência atingem número recorde de inscrições

Antes da cerimónia de entrega dos prémios, o Teatro da Trindade acolhe mais uma edição dos Encontros com a Experiência – Jornadas para o Ator, iniciativa da Fundação GDA que promove a aproximação e a partilha entre diferentes gerações de profissionais.

Nos últimos anos, os Encontros passaram a realizar-se com maior regularidade e chegaram, pela primeira vez, ao Porto no ano passado, permitindo alcançar um maior número de participantes. Esta maior abrangência terá contribuído para reforçar o interesse da comunidade de jovens atores na iniciativa, que, nesta edição, registou um número recorde de inscrições e tem já todas as vagas preenchidas.

Os Encontros proporcionam aos jovens atores um espaço para conhecer diferentes percursos profissionais, partilhar experiências e estabelecer contactos com colegas da mesma geração e com profissionais mais experientes. Nesta edição, participam Inês Castel-Branco, Rui Melo e as realizadoras Margarida Cardoso e Ana Rocha de Sousa, numa conversa sobre o setor audiovisual, sobre a construção de uma carreira e os desafios de quem está a dar os primeiros passos no cinema.